¡c¡ao!¡cret¡n¡!






Sexta-feira, Junho 03, 2005

verbeat

cretini de casa nova. a partir de hoje, atualizações solamente no novo endereço. este aqui, logo, logo, vai pro espaço. só o tempo de deixar a poeira acumular mais um tiquito.

então, o cretini tá no teu favoritos? troca agora, antes que tu esqueça.

http://www.verbeat.org/blogs/cacoishak/

bye blogger.


Quinta-feira, Junho 02, 2005

gyn, banana, capim & vela

desembarque direto rumo ao primeiro grande palco de ilusões. helicópteros exibicionistas dando de seus rasantes matreiros sobre o público boquiaberto, em meio a champagne, churrasquinho e bosta de vaca. comecei a entornar os rostos obtusos e o que mais viesse desde cedo, a partir das dez da matina e ao longo de todo um dia, até ser chegado o momento de desembainhar o móvel e fazer jus à noite que rosnava no cangote seus últimos suspiros de sofreguidão e enxofre – tão dramático, esse menino. bananada 2005, martim cererê, pyguá, iguá, lá pelas tantas: “liminha, rapaz, queria mesmo falar contigo”, ao que respondeu “bah, velhinho, diga lá”, grisalho desembaraçado e roliço que só ele. “liminha, liminha, liminha”, nem tão azedo não fosse miranda. nem percebeu, decerto. parte pra outra. a segunda noite já havia apresentado gratas experiências pirotécnicas pelas mãos dos abecês paulistas do ästerdon, daniel belleza e os corações em fúria sendo desprezados por heteros enrustidos – os mesmos que subiriam de três em três minutos no tablado para moshes cada vez mais glamourosos, naquele que foi o melhor e mais barulhento de todos. goianas à vista, ao tato e ao vento, chupando frenéticas a mistura de vodka, mel e corante de três sabores naturalmente artificiais. olho de esguelha, os rapazes do madame saatan se coçando em sua barraca, num revezamento martírio. “e aê, limi-nhaa!”. só na bojuda do zé. gauchada toda reunida, pernas pra que te quero em direção a mqn e rollin´ chamas num arrombo antisemita amoral e calórico, fechada a noite com os astronautas pernambucanos em gana de qualquer coisa que não cortasse a coceira. fim de festa. quatro da madruga. hoje não vai dar pra continuar, baby. dezoito horas bebendo. anda, anda, anda, que é pra curar o porre.

dorme, acorda às nove. de volta à rotina. abre a torneira às dez e carrega a mangueira pra tudo quanto é lado e hora. mulheres, mulheres, por favor, não paguem a conta. “é aí que tu tá trabalhando?”. dizque. mas ela nem deu bola pra mim, a nova vocalista da mordida. ou deu e eu nem aí. prossegue. e não foi antes o show dos meninos? pois é, foi. impossibilitei-me antecipadamente. mas fica o bom gosto de sempre. ao contrário de continentais combos do dia anterior e bravos resistentes do seguinte presente, que nem embalado agüentou. pois bem. volver, sapatos bicolores, mechanics, tudo numa boa, tudo numa nice. pra lá de bagdá, podendo a mente. de supetão, bandeiras vermelhas e azuis tomam o palco. “é o golpe”, me diz uma das portas. “que golpe?”, insisto. “todo mundo dá golpe, nós também queremos dar o nosso”. valentina – mulher-macho sim senhor – baixa o cacete. pontas catadas, faz a coleta e corre. zap, zein, bow! jup-jup, jup-jup, jup-jup, i love you, babe. amiguinho thunderbird no baixo, el recém-desospicializado júpiter maça leva ao transe de amebas a macacos, todos que ali estavam e mais uns outros que por ali passavam e mais um resto que sobrou em algum canto da órbita. frio. muito frio. eu, sozinho, no meio da rua, morrendo de frio. o show acabou? o festival acabou? acabaram-se. onde será que eu estava, que nem reparei, desgraça?

abre porteira, fecha porteira, faz uma força danada e, entre dores e delírios que interrompem o sono campal, reencontro-me, quatro dias depois. a mesma música, a mesma cara de cachorro matinal com pinta na fuça balbuciando palavras freadas aos que me rodeavam. a vida no campo pode ser bastante lúdica e engraçada. donas-de-casa morbidamente obesas, cozinhando o comê de seus peões que, após se alfinetarem a deus-dará, recolhem o matuto e se desculpam mutuamente. incestos subentendidos e a certeza do mal instaurado em olheiras fundas e negras e largas e fundas. os vinte e quatro anos logo chegariam, num amanhecer em malhas de veludo recoberto de tangerina. cacemos picolés de coco queimado, então, em ruínas de coralina. prontos para a verdade? todos, talvez. menos eu, aparentemente. não para eles. aportando na cidade, nem se encosta em casa. diagnósticos por imagem, conclave a dois. “se eu te pegar com cigarro na boca novamente, te encho de porrada e te enfio o maço goela abaixo”. psicologia antoinica. afinal, que porra é essa que me estufa o peito? linfoma, pelo que parece. feliz aniversário. ah, valeu, e isso seria...? um tumor. é, desconfiava. e qual o tamanho? de um limão grande ou de uma laranja pequena, ao gosto do freguês. maligno ou benigno? não é assim que funciona. linfoma é linfoma, sempre maligno. hum. tranqüilo. parabéns pra você, nesta data querida. e agora, o que tenho de fazer? não sei. não sei de nada ainda. não te preocupa, que nada será escondido de ti. na segunda, tu faz mais outros exames. muitas felicidades. depois, tu vai embora pra são paulo. é tão sério assim? não se sabe. enfim, sossega. muitos anos de vida.


Quarta-feira, Junho 01, 2005

vade retro

era para eu estar em manaus neste momento, perambulando por suas ruelas históricas enquanto jack e meg não subissem ao palco. não deu. daria. acabou dando em outra cousa mais sinistra. que me fará viajar para são paulo no domingo. um dia depois da apresentação da dupla na cidade da garoa. obscurantismo e coelhos em excesso, pernetas ou nem, acredito. bênçãos, só indo para o final da fila. e tenho dito.


Segunda-feira, Maio 30, 2005

farinha, mel, cachaça e... rrrrock del cacho!



está nas bancas a 10a edição, com matéria deste.

cheguei faz pouco de viagem. vou ao médico. mais tarde restabeleço comunicação.


Sábado, Maio 21, 2005

chamada final

que o número do vôo ecoa no salão. mui dificilmente terei acesso à rede de computadores nessa semana em que me ausento de minha rotina diária. deixarei as chaves do imóvel com os síndicos do novo condomínio para o qual me mudarei em breve, com o fim de fazerem a mudança de meus pertences. não sabendo quando deverá ocorrer a transição na real, procurem dar sempre um pulo por lá e tratem de conhecer logo a vizinhança. ciente de que deixarei uma mão de órfãos, organizei um programa de férias para as crianças.

apesar de nunca ter tocado no assunto – digressões me apetecem – é fato notório e público o não aceite de meu pré-projeto de mestrado e conseqüente desilusão definitiva com academias, reaças e apêndices. dizendo o atahualpa fernandez, fosse na europa, entrava. entretanto, não há lubrificante que dê conta do recado atualmente. prossigo com a leitura de douglas adams.

de lambuja, parte das cinqüenta e uma provas de minha má reputação – detalhes da volta. em ordem cronológica: perdão, nem mais é meu, #2, #3, #4, #6, #1083, #9, #13, #40 e tantos, #7, S/N, fogos & artifícios, trompa ausente, n.o.f.f.a.a., #81, #53, pertences, tradução livre, #948, #21, barinaite, estrelas & quetais #108, #87. até abril. vocês dão conta de maio, estou atrasado.

não satisfeitos, vasculhem à vontade. entre uma caixa e outra, sempre deixam pra trás uns cacarecos. tomem-nos como melhor lhes aprouver. os arquivos estão aí pra isso. o cheff sugere os meses de novembro e dezembro, acompanhados de vinho tinto. particularmente, não sigo seus conselhos, por não acreditar nos de ninguém. enfim. bon voyage.


Sexta-feira, Maio 20, 2005

bel-bsb por engano

este post é escrito diretamente do aeroporto internacional de brasília. como assim? vaca assada (piada interna). volto a me comunicar à noite, antes de embarcar para gyn.


véi brandão, nóis tamino

de tantas incertezas, uma confirmada. não chegarei em tempo de frilar o primeiro dia, por uma série de pendências urgentes e necessárias. cobertura segura nos seguintes, entretanto. pois é. viajo amanhã. sacolejo mente e destroços até as duas e meia da madruga e parto rumo ao aeroporto com a primeira carona que eu arranjar. explico os pormenores mais tarde um pouco. só o tempo de reaquecer o forno.


mata logo

"because i love you. and if you come back with me to the hospital and fight for us, fight for us, i will never leave you, victor. but you have to fight. and if you get well, when you get well, i'll be there with you. and if you die, i will hold your hand. i'll hold your hand and the last thing you will ever see will be me because i love you".


Quinta-feira, Maio 19, 2005

goobi


by joe vaux
acrylic on wood (12 X 11)

sonhei com um desses faz pouco. navegava pelo rio negro num puff de madeira, quando meu isqueiro escapuliu de minha mão e caiu nas águas turvas. o reflexo imediato levou-me à tentativa de resgatá-lo, durante a qual minha humilde embarcação emborcou, naufragando-nos todos. apoiava-me numa base petrolífera que passava ao avistar a aproximação triangular do simpático. não encontrava o maldito isqueiro e já sentia minhas pernas sendo levadas aos filhotes famintos. goobi se distanciava a apenas uns dez metros da iguaria quando apontou na curva um transatlântico, identicamente yo-bro, algo em torno de um quilômetro do apavorado mim. vem logo, porra, gritei já puto da vida. e eles lançaram a corda na qual me agarrei com toda a força, arrastando-me para longe dali. goobi ainda dirigiu-me uma piscadela marota. e, no meio do caminho, recuperei o isqueiro. que, então, não prestava mais para nada.


Quarta-feira, Maio 18, 2005

hypochondriac sessions number four

então. o pai da annete, cardiologista, confirmou em consulta terceirizada o que a pesquisa no google havia sugerido: aorta alongada é coisa de velho. contrariando a regra, os nove dias para os temidos vinte e quatro nos deixam com duas opções. ou andei abusando e deu em merda das brabas ou já nasci com essa pequena deformação genética e, gozando da vida o que ela pôde me dar até hoje sem ter deparado-me com maiores problemas cardiovasculares, não há de ser nada. morreu aí a pendenga. morreu, né? melhor seria se eu fosse pessoalmente ao consultório, claro. mas já não está liquidada a parada? está, não está? então, pronto. não está. após o banho matutino, do espelho desembaçado na munheca saltou a imagem do calombo que levemente vem tomando conta do canto esquerdo do peito, logo abaixo da saboneteira. não chega a se confundir com um alien se desenvolvendo na hipoderme – andas muito impressionado com essas imagens de criaturas nada naturais que guardas no teu computador –, mas por um half pipe para camundongos passa fácil. e dói à beça. como não acredito na possibilidade de meu coração estar aumentando a cada pulsação, resigno-me e preparo o psicológico para a quimioterapia. já não tenho mais cabelo, de qualquer forma. e me gustam los sorvetes. bem que poderia esperar até os vinte e sete. mas, se é chegada a hora, não desapontarei o senhor.


is this the way to armadillo?

vídeo de humor pára computadores em londres

O maciço acesso à internet para ver um vídeo de soldados ingleses enviados ao Iraque, cantando paródia de "Is This The Way To Amarillo?", sucesso dos anos 70, paralisou os computadores do Departamento de Defesa britânico durante dois dias (anteontem e ontem).

assista aqui.


banana neles

uma oficial da justiça do trabalho procurou por mim esta manhã. deu azar a moça, estava tratando de cumprir com minhas obrigações de pai. somente ao voltar do posto de vacinação é que fiquei sabendo, vejam só. não faço idéia do que seja. patrão, nunca fui. e como não é todo dia que o empregado é citado num processo trabalhista, portanto... tenho lá meus cobres apostados numa suspeita. os homens de cu-preso resolveram agir, a mando da bruxa de merde. não me delongo por ainda não estar nada confirmado. mas se é guerra que eles querem contra o não-jornalista, melhor irem encaixando a baioneta ao fuzil. infelizmente, terão de aguardar um pouco mais. estou com viagem marcada, como alguns já supunham. retorno apenas no sábado, 28. até lá, duvido muito que qualquer oficial de justiça me encontre por aí. ainda assim, se quiserem dar um pulinho pelo cerrado, estarei às ordens. mas, não. acho que não.


Terça-feira, Maio 17, 2005

confirmado

From: :Joana Coccarelli
Date: May 17, 2005 11:43 AM
Subject: Atenção Para as Apresentações! :)))

Tiagón, Gejfin! Este é o Caco Ishak, meu querido amigo, autor daquele blog que vocês viram!

Caquito! Estes são Tiagón Casagrande e Leandro Gejfin, criadores do Verbeat e síndicos do edifício Verbeat Blogs!

Como todos sabemos, o Verbeat Blogs é um condomínio de luxo e, tal qual oedifício Dakota e o Jóquei Clube do Rio de Janeiro, só aceita novosmoradores/sócios depois de cuidadosa análise e votação com bolas brancas epretas. Caco, você ganhou bolas brancas, o que significa que agora é um de nós!

Então daqui por diante é com vocês três... vejam como proceder com amudança, taxa condominial, etc.

Precisando de uma xícara de açúcar, é só tocar a campainha.

Ah, também temos shisha.

Muitas beijocas em todos!

Jojo


#15

o fiasco de reflexos ensaiados
oscila e ecoa nu
fundo de uma garrafa
de teor sorvido por tantas
quantas possuíssem taças e esputos

e vigor para tanto

esparramamos
de boa vontade
aproximações ocasionais

para ridicarmos o desperdiçado
a soluços de argúcia


Segunda-feira, Maio 16, 2005

inferno astral de cu é rola

"A 10a edição da revista outracoisa trará encartado o novo CD do Lobão – 'Canções dentro da noite escura' – Aguarde!".

vai desculpando, mas, estréia em melhor companhia, impossível. portanto, ouça o patrão e aguarde. não demora.

e por falar em aliterações, surpresas devem estar a caminho. nada certo, nem tratem de pulular santinhos. porém, é como os próprios dizem: ler dá sorte.


passion


by andrea tucker
oil on board. 30"x30"

continuem me surpreendendo. plis.


"traguei, mas não fumei"

uso passivo de maconha cria brecha na lei, diz chefe antidoping

"Há muita discussão científica quanto ao nível, porque existem muitas variáveis — o tamanho do quarto, se tinha ou não ar condicionado, se a janela estava aberta ou não. São tantas variantes que isso pode se tornar o paraíso dos advogados para jogar com alguma delas."


sapos seguem explodindo

sou do tempo em que carta de protesto ainda era entregue por um oficial de justiça, seguindo à risca os trâmites legais, tais quais escritos em algum código desses. daí o espanto ao atender à campainha da redação e me deparar com um funcionário da fredex – empresa de entrega em domicílio (trocadilho bastante espirituoso, por sinal, remetendo à companhia ianque – tom hanks?) faça seu pedido, que nós damos um jeitinho – empunhando o documento. o nosso é um país interessante de se ver agilizando; uma maravilha constatar até onde vai a criatividade na hora de se terceirizar o movimento.


recordar é viver

"usaram a gente como desculpa para enlouquecer. o mundo enlouqueceu e pôs a culpa na gente".

- george harrison, instrumentista indiano e mau exemplo para river cuomo.


Domingo, Maio 15, 2005

"sadhu tropical"


por joana coccarelli

está um pouco desfocada, mas, sim, é uma bunda no meio da mata. maiores detalhes e demais ângulos, só aqui. e passa a mangueira.


as far as i´m concerned

minha irmã CYNTHIA mal tem conhecimento da existência de blogs, num vasto plural. acessado o cretini, umas duas vezes em suas vidas. e, acredito, por enquanto ainda vivo e nem tenho vocação pra paul mccartney. se tenho, melhor avisarem da próxima vez. no mais, quem é a carol que me telefona às dez da manhã? das carois carioca, goiana, gaúcha e paraense que conheço, improvável que seja qualquer uma. recado não dado, tamborilo a caixa e suspiro. é como eu digo, avisa antes. ou depois. mas avisa. esse jatobaísmo é que me mata.


Sábado, Maio 14, 2005

rx tórax p.a.

segundo o laudo, nada de errado com o pulmão. segundo o laudo. continuo enxergando as manchas brancas nos mesmos lugares onde estavam antes. talvez maiores agora. o laudo:

Partes moles sem alterações patológicas.

Arcabouço ósseo integro.

Seios costo frênicos livres.

Não se observou inflitrado alveolar e/ou hiperinsuflação pulmonar.

Área cardíaca de dimensões normais.

Aorta alongada.


pois é. segundo o laudo, eles estariam certos desde o início e o problema – até onde pude entender, levado por minha leiga compreensão – seria no coração. em busca no google pela combinação aorta + alongada, abismei-me com o seguinte:


Casos de Coronariopatia Silenciosa

AG, 59 anos, masculino, marceneiro aposentado, admitido em 21/11/73. Sintomatologia incaracterística: dispnéia de esforço e opressão no peito, sem relação com esforço. Exame físico: Pressão arterial: 116/70 mm de Hg. Ictus cordis no 5º espaço intercostal esquerdo para dentro da linha médioclavicular. Desdobramento da 1ª bulha nos focos mitral e tricúspide e região mesocardíaca. Fluoroscopia: Discreto aumento da área cardíaca. Aorta alongada com dilatação cilíndrica. ECG em repouso praticamente normal. ECG de esforço - 30 subidas no duplo degrau - alterações de segmento RS-T e principalmente de onda T, coronária, do tipo incomum ao esforço, provavelmente resultante de isquemia transmural.

AV, 52 anos, masculino, lavrador, admitido em 7/12/70. Portador de claudicação intermitente. Sem queixas para o lado do coração. Exame físico: Pressão arterial: 140/90 mm de Hg. Ictus cordis no 5º espaço intercostal esquerdo para dentro da linha medioclavicular. Desdobramento da 1ª bulha na região mesocardíaca e foco tricúspide. Fluoroscopia: Coração de tamanho normal. Aorta alongada com dilatação cilíndrica. ECG em repouso: normal. ECG de esforço - 30 subidas no duplo degrau - alterações de segmento RS-T e onda T do tipo comum: isquemia subendocárdica.

Casos de Angina do Peito Estável com Particularidades Raras

JC, 68 anos, masculino, comerciário, admitido em 26/07/72. Angina de esforço há 2 anos. Em repouso não sente nada. Exame físico: Pressão arterial: 150/80 mm de Hg. Ictus cordis no 5º espaço intercostal esquerdo para fora da linha médioclavicular. Bulhas hipofonéticas no foco mitral. Hiperfonese da 2ª bulha nos focos aórtico e pulmonar. Fluoroscopia: Grande aumento do ventrículo esquerdo. Aorta alongada com dilatação cilíndrica. Padrões eletrocardiográficos com onda T coronária de fácil regressão para o tipo comum observado na angina estável e em repouso. Terapêutica de manutenção: Proscilaridina 0,50 mg 2 x dia + prenilamina 60 mg 2 x dia ou oxifedrina 8 mg 3 x dia ou verapamil 40 ou 80 mg 2 x dia. Mantido praticamente assintomático desde que não faça esforços maiores, durante 5 anos de observação. (ECG)

JMT, 50 anos, masculino, gerente comercial, admitido em 16/03/77 e reexaminado em 27/01/78. Angina do peito estável com boa tolerância ao esforço. Em repouso nada sente. Exame físico: Pressão arterial: 160/84 mm de Hg. Ictus cordis no 5º espaço intercostal esquerdo para dentro da linha médioclavicular. Bulhas normais. Fluoroscopia: Coração de tamanho normal. Aorta alongada com dilatação cilíndrica. ECG em repouso: Discretas alterações de onda T. ECG de esforço - 30 subidas no duplo degrau - com moderada dor: Nítido processo isquêmico subepicárdico anterior. Extrassistoles ventriculares. Hemibloqueio anterior esquerdo. 11 meses depois a mesma prova de esforço mostrou o padrão de isquemia subendocárdica. (ECG 1, ECG 2)


uma dor no peito feladaputa não permitiu que eu dormisse a noite passada como deveria ter dormido. o mais novo dos diagnosticados acima tem mais que o dobro da minha idade. um oficial da marinha deixou de ir a alto-mar por causa de sua aorta alongada. o que não entendo é como depois de ter feito todos os exames que o cardiologista passou, ainda me surpreender com um troço desses. primeiro, porque não fui pegar o resultado. segundo, porque os resultados não constataram deformação alguma. capisce? sinto falta de minha tuberculose.


Sexta-feira, Maio 13, 2005

aproxima-se o momento


by kelly haigh

três meses sem ir ao cinema. exceção, que deve ser remediada. a rigor.


alívio

- tu tá com uma úlcera.
- putaqueopariu.
- é mesmo? – minha mãe.
- a médica te deu uma carteira de cigarro linda de presente.
- vocês viram a úlcera?
- vai beber, vai – virando-se para minha mãe: ela perguntou como tudo tinha começado e ele, “uma vez, faz um ano, quando eu tava bebendo. mas, agora, até quando eu fumo, dói”. as duas que tavam lá caíram na gargalhada.
- ah, mas todo mundo bebe. elas também devem beber. não como ele, mas...
- e eu não falei fumo, falei acordo.
- isso é dor muscular, ela.
- antes era bem pior, doía que eu nem conseguia falar. hoje já melhorou, nem se compara. o esôfago deve estar tão deformado, que nem mais sinto.
- graças a quem?
- ela disse pra tu procurar um cardiologista, ele.
- mas eu já fui em um.
- e o que ele disse? os dois.
- nada. ela viu se o esôfago tava queimado?
- tava todo bonitinho, normal.
- mas e o suco gástrico que vem jorrando? vocês viram o suco gástrico?
- ela limpou tudo. tu precisa ver os aparelho que eles têm hoje. não têm nada a ver com aquele do tuddy, naquela vez que tu fez, que não dava nem pra ver nada.
- nem sei como ele conseguiu enfiar aquele trem sem ver nada.
- e o que vocês viram, afinal?
- tinha um inchaço de um lado, umas inflamações do outro.
- isso é úlcera?
- não tinha úlcera.
- não tinha úlcera? nós dois, seguido pelo seu não, uai precedendo?
- não. mas ela colheu uns pedacinhos do teu estômago.
- pra quê?
- pra fazer uns exames.
- do quê?
- pra saber se lá tem umas bactérias...
- hum...
- ...que podem dar câncer.


Quinta-feira, Maio 12, 2005

vô&netus

auscultei essa na saída da clínica:

- nessa porra de cidade, precisa só sair no roda-pé dos classificados da folha pra virar uma estrela de bosta.
- vi isso num filme na sessão da tarde de ontem.
- pra putaqueopraiu com a sessão tarde! graminha aparada, amigos em lançamento, nessas coisas, moleque, só dá afrescalhado posando de elite!
- então, aqui que é bom?
- tomar no cu, seu pirralho petulante de merda! sabe nada da vida!


Quarta-feira, Maio 11, 2005

no lungs no balls - com adendo

dias de apreensão, pânico e paranóia, os próximos que se seguem até sábado. bati a tal chapa, inadvertidamente mostrada ao paciente curioso, leigo e zé ruela. saí da clínica aos frangotes, tratando de iniciar desde o primeiro bafo quente nas têmporas a série de pensamentos fúnebres que, talvez, tenham fim quando do recebimento do envelope. o celular toca. minha mãe:

- e o que apareceu?
- um pulmão...
- dois pulmões.
- isso. dois pulmões, com duas riscas grossas e brancas, uma de cada lado. uma, um pouco maior que a outra em comprimento.
- ai, ai.
- o que foi? isso quer dizer o quê?
- (...) não sei.
- é, nem eu.

desliguei o aparelho e acendi um cigarro. os que eu fumar até o resultado não deverão fazer tanta diferença, mesmo. já me bastam os tremeliques da tosse.


adendo: pela manhã de amanhã, a endoscopia me pega. estaremos fora do ar por alguns segundos. mas aguarde. você não perde por esperar. sacos de nóias até a boca de tão socadas. por enquanto, minha maior preocupação é saber quanta trapaiada vou dizer durante o amolecimento das idéias.


#66

rotinas capotam a cento e trinta por hora
expelindo estilhaços de uma vidraça embaçada
para além da poeira que já não se assenta mais

apraz-me a rota de atalhos e aleatórios
outrasinas lhe abastecem

e não dobram os joelhos
nem precisam saltar
sorrateiramente
de marcha em marcha





tinta fresca
galeria
e-mail
cacoishak arroba gmail ponto com

invasão
capitu
bala
belém do pará
poesia sempre
outracoisa

ploc
minc

matutinos
bruna beber
cardoso tcharnobai
carlos jazzmo
eduardo paz
fabricio carpinejar
fred leal
joana coccarelli
kamille viola
leandro gejfinbein
luiz carlos santos
marcus pessoa
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pedro loureiro
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