¡c¡ao!¡cret¡n¡!: primeiro de abril de dois mil e cinco, relatório final – parte um






Sábado, Abril 02, 2005

primeiro de abril de dois mil e cinco, relatório final – parte um

se dissesse que esperava tanto, estaria mentindo e poderiam me condenar a quatro cantos de reclusão. as primeiras impressões vieram antes mesmo de qualquer contato, deixei me levar pelos preparativos e, de um jeito ou de outro, acabei estragando a surpresa. pensando melhor, acho que a potencializei. trinta quilômetros de estrada, na mais completa ignorância. já dizia minha mãe, quem tem boca vai a roma – e ainda voltarei ao clichê por mais duas vezes, até o fim da noite. seguir as direções de uma freira é que não dava, ensinamento adquirido desde os idos da segunda série do primeiro grau. enfim. cheguei depois dos parcos convidados – de mi matrona – e o logradouro parecia-me mui aprazível. extensa área verde e úmida, uma vala fazendo as vezes de riacho por sobre o qual passava uma simpática ponte, um bangalô. fora a equipe de nossa senhora, ninguém mais no salão. fui fumar. uma chuva fina corroborava o estado bucólico de ser de toda aquela melancolia papal, quando ouvi o ronco do motor lá longe. dos mais corujas, saí correndo em direção ao portão principal com o fim de recepcionar la pequerrucha batatina. entretanto, não a era, senão los outros. festa, né? alegria que seja. e foi. não estivesse atrasado para um compromisso, daria continuidade. fica pra mais tarde.





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